Na quinta-feira, moeda norte-americana subiu 0,97%, a R$ 4,0352, com investidores de olho na cena política.
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O dólar mantém a trajetória de alta nesta sexta-feira (17), chegando a alcançar R$ 4,09. O movimento acontece conforme investidores veem mais riscos diante da piora das expectativas para a economia e com preocupações sobre a perspectiva para a agenda de reformas.
Além disso, pesam as renovadas tensões na disputa comercial entre Estados Unidos e China, que também mantêm as bolsas estrangeiras operando no vermelho.
Às 11h28, a moeda norte-americana subia 1,03%, vendida a R$ 4,0768. Na máxima da sessão até o momento, chegou a R$ 4,0903, maior cotação intradia desde 26 de setembro do ano passado (R$ 4,0938). Veja mais cotações.
Nas casas de câmbio, o dólar turismo era negociado ao redor R$ 4,27 na compra em papel moeda, já considerando a cobrança de IOF (tributo). No cartão pré-pago, chega a R$ 4,48.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,97%, vendida a R$ 4,0352 - maior patamar de fechamento desde 28 de setembro do ano passado (R$ 4,0378). No ano, o dólar já acumula alta de 4,16%. No mês, a alta é de 2,91%.
"O cenário parece cada dia mais desafiador, com a falta de articulação do governo colocando em xeque a aprovação das reformas. Bolsonaro voltou a enfatizar questões ideológicas, dificultando uma aproximação com o Congresso e deixando Guedes isolado na luta pela Previdência", destacou a corretora em relatório a clientes.
No cenário externo, a China afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos precisam mostrar sinceridade para manter negociações comerciais substanciais, reagindo às sanções à gigante chinesa Huawei anunciadas pelo governo norte-americano na véspera.
Pequim ainda não disse se vai retaliar contra a última medida dos EUA na tensão comercial, embora a mídia estatal tenha adotado um tom cada vez mais estridente, com o Diário do Povo do Partido Comunista publicando comentários de primeira página que evocam o espírito patriótico de guerras passadas.
Fonte G1





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