Representantes das categorias negaram participação em mobilização
Comissão diretora da greve dos policiais realizada na última semana não deseja participar da paralisação |
Segundo Joel da Harpa, um dos líderes do movimento responsável pela última greve, esta paralisação não é o foco da PM em Pernambuco. "Esta mobilização é mais uma que nasce nas redes sociais. Nossa comissão está focada nos ganhos aprovados recentemente", ressaltou o policial, que esteve reunido com parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco na tarde desta segunda-feira.
"Estamos alinhados com o comando, e uma equipe técnica nossa está se reúne constante, como hoje, na Alepe, focando a implantação do risco de vida, na reestruturação do Centro Médico da Polícia Militar e, em especial, no preparo da lei de promoções para praças e oficiais. Não quer dizer que somos contra, mas nossa comissão não está envolvida, não estamos incentivando e nem desejando participar desta paralisação de quarta", enfatizou Joel.
Além da PM, a diretoria do sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) também desmentiu a possibilidade da categoria aderir à paralisação nacional e afirmou não haver nenhuma deliberação em assembleia quanto a qualquer ato de protesto, visto que o Governo do Estado já assumiu compromissos com o efetivo para o próximo ano. Segundo o presidente do Sinpol-PE, Cláudio Marinho, o que o sindicato tem incentivado os policiais é uma mobilização contra as más condições de trabalho, através da operação “Cumpra-se a Lei”, que determina que os profissionais devem trabalhar nas delegacias na presença do delegado e ir às ruas somente com coletes à prova de balas e ordem de serviço por escrito.
Em contrapartida, um grupo dissidente promete uma mobilização na quarta-feira para expor a insatisfação da categoria com a postura assumida pelo Governo. Segundo a União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe), responsável por encabeçar a passeata, a concentração será, às 15h, na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, área Central do Recife. De lá, o grupo seguirá rumo ao Palácio do Campo das Princesas e Assembleia Legislativa do Estado (Alepe) na intenção de cobrar respostas com relação à pauta de reivindicações entregue à gestão estadual na última sexta-feira (16).
Entre os pontos reivindicados, consta o reajuste das gratificações de risco de vida de 100% para 225%, igual às pagas aos delegados. Além disso, os policiais civis também pedem que as negociações salariais sejam feitas ano a ano - e não por triênios -, a revisão do plano de cargos e carreiras e melhores condições de trabalho nas delegacias.
Folha PE





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