Talita Helena Rodrigues Caetano, de 21 anos e grávida de cinco meses, e seu atual companheiro Maicon Alexandre Bepler, 22 anos, confessaram ter assassinado o advogado Lorenzo Moraes, de 22 anos, com quem Talita se relacionou no passado. A polícia de Mogi Guaçu trabalha com a hipótese de crime passional, já que a motivação seria o ciúme e desconfiança de Bepler em relação à namorada.
Bepler, pai do filho que Talita está esperando, confessou que matou o advogado e ainda revelou os detalhes do crime.
Em depoimento, Talita afirmou que ela e Moraes mantiveram um relacionamento apenas por telefone por quatro meses e que, após o envolvimento, a vítima teria começado a namorar.
Os dois teriam se conhecido há três anos em uma casa noturna onde ela trabalhava como balconista em Mogi Mirim — cidade onde todos os envolvidos moravam .
No entanto, o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu, José Souza, acredita que os dois mantinham contato.
— Até onde vai esse relacionamento não está esclarecido. A verdade é que havia um relacionamento e a vítima foi atraída para o imóvel do casal.
Para o delegado, Talita motivou o crime.
— Eu não tenho dúvidas. Ela participou diretamente. Ela tinha a intenção de justificar para ele [Bepler] de que ela não tinha um relacionamento com o advogado. Então de certa forma ela participou.
Talita contou para a polícia que Moraes voltou a falar com ela três semanas antes do crime. Bepler não acreditou que os dois só se relacionavam por telefone e, para provar que não tinha um relacionamento amoroso com o advogado, Talita pediu para que a vítima fosse até a casa onde vivia com Bepler na noite do dia 10 de março — trajeto que foi filmado por câmeras de segurança das ruas.
Ao entrar na casa, o advogado foi golpeado por Bepler, que estava escondido. O jovem desmaiou e foi levado, no porta-malas do próprio carro, até um canavial em Enegenheiro Coelho, cidade vizinha. Lá, a vítima foi golpeada novamente, desta vez com uma faca, no pescoço.
A faca usada no crime foi encontrada no canavial. Apenas o celular da vítima ainda não foi achado. Para o delegado não restam dúvidas de que o crime foi planejado.
— Foi premeditado. Não temos dúvida de que a intenção era matar a vítima.
A prisão preventiva do casal já foi pedida e os dois devem responder por homicídio qualificado. Também há a possibilidade de serem indiciados por latrocínio, já que Bepler furtou R$ 40 da carteira de Moraes.
A polícia também trabalha com a hipótese de que Talita e Moraes mantiveram um relacionamento amoroso antes da gravidez da jovem. Após o nascimento da criança, deverá ser pedido um exame de DNA para provar a identidade do pai.
O Cotidiano





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